01 maio, 2008

Fome aumenta em Portugal

Alguns dos efeitos de 34 anos de uma república como a actual são a morte da classe média, e o aumento da pobreza e da fome:

Fome: problema agrava-se em Portugal
«Responsáveis de organizações humanitárias portuguesas prevêem um quadro de fome em Portugal ainda mais grave do que o actual devido à subida em curso dos preços dos principais bens alimentares, noticia a agência Lusa.
«A situação é preocupante», alerta Isabel Jonet, presidente da Federação Portuguesa de Bancos Alimentares Contra a Fome, organização que no ano passado ajudou mais de 232 mil pessoas carenciadas em todo o país e se prepara para realizar mais uma campanha de angariação de alimentos no próximo fim-de-semana. «A situação é preocupante», alerta Isabel Jonet, presidente da Federação Portuguesa de Bancos Alimentares Contra a Fome, organização que no ano passado ajudou mais de 232 mil pessoas carenciadas em todo o país e se prepara para realizar mais uma campanha de angariação de alimentos no próximo fim-de-semana. (...) Isabel Jonet salienta ainda o aumento de pedidos de auxílio vindos de pessoas que têm emprego, mas cujo salário já não lhes chega para pagar as despesas correntes. (...)
«As pessoas estão com a corda ao pescoço», afirma o presidente da Assistência Médica Internacional (AMI). (...)
Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística em Outubro de 2007 calculavam em dois milhões o número de pobres em Portugal, o que equivale a um terço da população entre os 16 e os 64 anos.»
Crise dos alimentos: Portugal em risco?
«O presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza em Portugal também aproveitou para apelar à intervenção do Governo para «pôr cobro» ao aumento dos preços dos bens alimentares que «atinge sobretudo os mais pobres». «Tenho famílias no centro da cidade do Porto que dispõem apenas de 13 euros por dia. Famílias com filhos e netos», frisou o padre Jardim Moreira à Lusa.»
Fome: reservas ao nível mais baixo em 30 anos
«A directora do Programa Alimentar Mundial (PAM), Josette Sheeran, advertiu quinta-feira que as reservas de alimentos no mundo estão ao nível mais baixo dos últimos 30 anos devido ao aumento incessante dos preços no mercado mundial, noticia a Lusa. Numa tele-conferência a partir da sede do Programa em Roma, Sheeran actualizou as graves consequências que a carestia dos alimentos está a causar nas populações mais vulneráveis do planeta. «As reservas em muitos países encontram-se ao nível mais baixo dos últimos 30 anos, e, nalguns casos, dos últimos 60 anos, e em grande parte é porque se consome mais do que se produz», explicou o responsável do Programa.»
Portugueses estão a comprar menos pão e leite
«A subida do preço de produtos alimentares já está a ter efeitos no consumo. Os portugueses estão a comprar menos pão e leite, dois bens de primeira necessidade que registaram fortes aumentos de preço no último ano. (...)
No sector da carne de bovino e suíno, o cenário é diferente. O aumento do preço das rações, fruto da escalada dos preços dos cereais, não está a ser reflectido aos consumidores, o que leva a que a carne seja vendida abaixo do preço de custo. Uma situação que está a espalhar falências pelo País e a levar ao encerramento de explorações.
Aníbal Silva, presidente da Associação Nacional de Engordadores de Bovinos adiantou que "qualquer dia não há produtores de carne nacionais", acrescentando que "o único produto que não está a reflectir a subida dos cereais é a carne". (...)
Em relação ao arroz, os consumidores já estão a sentir a subida de preço. O quilo passou de 70 cêntimos, em média, em 2007, para 80 cêntimos, este ano. Para o futuro, as perspectivas são de agravamento, podendo o quilo deste produto chegar a um euro, de acordo com a Associação Nacional dos Industriais de Arroz (ANIA).
Pior do que a subida de preço é o risco do arroz ser racionado, algo que está a acontecer na cadeia americana Sam's Club, do gigante Wal-Mart, e nas lojas inglesas Tilda.
Em Portugal, a situação já é preocupante porque há menos arroz disponível no mercado, mas ainda não há racionamento, tal como o DN noticiou na edição de sexta-feira. Contudo, isso poderá ocorrer se a Tailândia restringir as exportações.»
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