10 junho, 2009

O 10 de Junho na total bastardia

O 10 de Junho, Dia de Portugal e de Camões, proporcionava uma excelente ocasião para relembrar e honrar os combatentes mortos nas guerras da África portuguesa.
Nunca seria um tema fácil nesta República, erguida sobre a mentira e a traição a essa mesma África portuguesa. Mas de que teriam medo os combatentes, que se mostraram capazes de enfrentar tantas ameaças e perigos inesperados?
O facto é que muitos deles parecem agora recear governantes desertores e poltrões de gabinete. Esses medos incompreensíveis, a não ser pela perda de verticalidade e a total submissão aos interesses de manjedoura, geram situações equívocas no movimento que regularmente assume essas comemorações junto ao monumento aos combatentes, em Belém.
Ausente durante alguns anos, pela repulsa que essas situações me causavam, regressei este ano para constatar a total bastardia em que estas comemorações se transformaram.
Tudo se move agora em torno de excelências e eminências que nos fazem esperar por causa do seu desleixo. Insultam-nos com os seus discursos onde as mais reles mentiras escondem as verdadeiras razões daqueles combates. Agridem-nos com os estafados mitos da lusofonia e da liberdade, quando foi precisamente para recusar o direito à vida e à liberdade, e muito em particular à liberdade de se ser português, que a miserável entrega foi feita. Muitos do que conseguiram sobreviver a essa tragédia estão agora submetidos ao despotismo de sobas cujo poder não reconhece limites.
O despudor atinge o inominável com a evocação do Santo Condestável D. Nuno Álvares Pereira, português exemplar que passaria a fio de espada todas estas excelências da podridão.
E como se isto não bastasse, lá vem, insidiosa, a confusão entre os que combateram por Portugal com os que agora são enviados como mercenários para morrerem na Bósnia, no Kosovo, no Afeganistão e noutras terras estrangeiras, para onde são enviados pelo Patrão Norte-Americano, o verdadeiro mentor e proprietário deste regime.
Como é possível que heróis e traidores aceitem partilhar sem incómodo as mesmas fardas, os mesmos símbolos?
Este exército merece a extinção total!

V M

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