Pela boca morre Saddam
Nas últimas horas de 2006 a comunicação social presenteou-nos com mais um ritual de sacrifício humano: o alegado enforcamento de Saddam Hussein, no cumprir de uma sentença anunciada ao mundo em Novembro – dois dias antes das eleições para a Câmara dos Representantes nos EUA. Eu podia dizer que Saddam é culpado de se ter deixado cair nas malhas dos políticos ocidentais. Mas para dizer isso eu teria de saber se aquele tipo é mesmo o Saddam. A controvérsia sobre a verdadeira identidade daquele sujeito começou pouco depois da sua alegada captura a 13 de Dezembro de 2003. No entanto – e como sempre nestas questões – o debate sempre se restringiu à Internet. Há um pormenor que está à vista de todos. Comparando os vídeos e imagens dos tempos em que Saddam era o líder do Iraque com as captadas após a sua prisão, é possível constatar que ou o antigo presidente substituiu os dentes da mandíbula, ou estamos perante duas pessoas diferentes. Pode perguntar ao seu dentista se é possível a estrutura dos seus dentes alterar-se desta forma apenas por estar uns meses na clandestinidade. Mas adianto-lhe já que a resposta de qualquer profissional de odontologia será não. ![]() ![]() O sacrifício humano e o tribunal fantoche cumpriram assim a sua missão de simular justiça e inflamar a guerra civil que serve de pretexto para a fixação das bases militares norte-americanas e para a futura “regionalização” do Iraque. O Frederico Duarte Carvalho e o Flávio Gonçalves também não deixaram passar isto em branco. Etiquetas: Iraque, Manipulação, Media, Saddam Hussein |
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