10 Fevereiro, 2007

O verdadeiro negócio do aborto em Portugal

Este é um artigo da InfoNature.org

Os preços reais do aborto liberalizado e gratuito
Se o aborto for liberalizado em Portugal no referendo de 11 de Fevereiro, o nosso Estado vai pagar a interrupção da gravidez à grande maioria das mulheres que a queiram livremente realizar em clínicas privadas. Apesar do Ministro da Saúde ter dito em Janeiro de 2007, na SIC, que o aborto irá custar entre 300 e 700 Euros, a realidade é que ele sabe perfeitamente que o seu governo já tinha estabelecido em 2006 os preços de pagamento para as clínicas, situados entre os 829 e os 1074 Euros por aborto. Estes números não têm sido divulgados, pelos motivos óbvios (ver o final da página 45 do Diário da República de 23 de Janeiro, que pode ser descarregado aqui:
http://dre.pt/pdf1sdip/2007/01/01601/00020124.PDF)

Apesar destes valores muito altos e muito acima da média que os contribuintes portugueses vão ter de pagar, essencialmente a clínicas privadas de aborto, ainda assim e de forma muito grave o governo diz não ter dinheiro para continuar a dar contraceptivos gratuitos em centros de saúde nem para apoiar, de forma mais eficaz e abrangente, as mulheres, crianças e famílias carenciadas através de associações e instituições – isto sim é o essencial. O governo terá de reduzir fundos em certos sectores do Estado (como os apoios atrás referidos) de forma a obter os vários milhões de euros necessários para financiar o aborto livre e gratuito. Assim, falha-se redondamente na questão de dar melhores condições de vida às pessoas e prevenir alguns dos motivos que levam as mulheres a abortar, o que não faz sentido nenhum do ponto de vista social e humanitário. Quem ganhará e muito com estas decisões governamentais serão as clínicas privadas de aborto e os médicos que já se estão a estabelecer desde o ano passado em Portugal, à espera da liberalização.

No entanto, em clínicas privadas de aborto legalizadas em Espanha, pagam-se cerca de 400 Euros (como se pode ver numa reportagem da RTP), menos de metade do preço que será praticado em Portugal, onde os abortos são feitos nas mesmas condições legais e clínicas presentes no nosso país vizinho. Muitos abortos serão até realizados nas mesmas clínicas espanholas, pois através dos mass media já se sabe que o governo negociou a sua implementação em Portugal, sendo que já existem algumas em Lisboa prontas a abrir após o dia 11. Fica assim uma pergunta: Se os abortos são feitos nas mesmas condições legais e clínicas que em Espanha, porque é que o Estado Português vai pagar mais do dobro do preço praticado nesse país? Isto é sem dúvida um dado muito estranho e incoerente que pode revelar factos que deveriam ser investigados.

Os interesses da indústria farmacêutica
Não se podem ignorar os interesses das indústrias farmacêuticas, que procuram comprar bebés abortados para deles extraírem células estaminais, com as quais investigam e desenvolvem medicamentos que lhes rendem anualmente milhões de euros. As clínicas que fazem abortos vendem esses "restos" a empresas farmacêuticas, ganhando assim mais um lucro extra. Outra indústria que estará certamente atenta a este negócio é a de produtos cosméticos.

As consequências do aborto livre
Se o aborto for liberalizado em Portugal, e ao contrário do que todos os movimentos do SIM afirmam de forma manipuladora, com o passar dos anos este irá, sem dúvida alguma, aumentar bastante. Como demonstram os dados estatísticos e oficiais de dezenas de países do Primeiro Mundo onde o aborto já foi liberalizado há algumas décadas, este aumentou sempre e de forma constante em cada ano. Um exemplo são os EUA, onde em cerca de 20 anos aumentou 1500% em relação ao primeiro ano de aborto livre (1973).
Ver dados:
http://www.johnstonsarchive.net/policy/abortion/index.html

Ao contrário do que se pensa, não é o aborto clandestino (que nunca irá terminar) o que dá mais dinheiro a certos sectores – é sim o aborto liberalizado e ainda por cima pago pelo Estado. Assim, quem mais ganha com o aborto tem obviamente um forte interesse em que este se torne liberalizado, de forma a poderem ganhar mais e não terem de enfrentar problemas legais. Pois como demonstram os dados acima, através do aborto liberalizado a procura aumenta de ano para ano, e por conseguinte, também os lucros para as clínicas privadas e os médicos que participam neste processo, chegando facilmente aos lucros de dezenas de milhões de euros. Só para se ter uma ideia, as clínicas em Portugal irão ganhar 5.000 euros (mil contos) só com 5 abortos; se forem 500, terão um lucro de 500.000 Euros; e por aí adiante...

As estatísticas oficiais e os motivos para o aborto
Nestes dois sites é possível ver as principais razões que levam as mulheres a abortar, sendo que mais de 92% o fizeram apenas por motivos de ordem social e económica:
http://www.johnstonsarchive.net/policy/abortion/index.html
http://www.sobreoaborto.info/estatistica/estatistica.htm
Motivos do aborto:
Violação ou incesto – 1%
Potenciais problemas de saúde (mãe ou feto) – 6%
Razões sociais (por exemplo, criança não desejada ou inconveniente) – 93%

Instituições de apoio à Vida desprezadas pelos políticos portugueses (adenda do Mote para Motim)
Em todo o território Português existem dezenas de associações e instituições sem fins lucrativos, que lutam diariamente pela Vida e pelo bem-estar de famílias, mulheres e crianças carenciadas, resolvendo vários problemas concretos, tais como o acolhimento de grávidas, mães, bebés, apoio psicológico, apoio médico e aconselhamento jurídico. Muitas foram criadas após o primeiro referendo sobre o aborto em 1998, a partir dos movimentos cívicos que – tal como hoje – se insurgiram e disseram NÃO a esta política de morte, não se ficando apenas pelas palavras. A maioria destas instituições sobrevive apenas com a ajuda de sócios e donativos, uma vez que este Estado não as apoia. O mesmo Estado que tem largos milhões de euros dos nossos impostos prontos para serem canalizados para as clínicas privadas caso ganhe o SIM, afirma não ter dinheiro para implementar a educação sexual, reforçar e incentivar o planeamento familiar, distribuir gratuitamente contraceptivos em locais de fácil acesso, ajudar mães e famílias carenciadas, manter abertas muitas escolas, urgências e maternidades essenciais à população, nem apoiar estas instituições de apoio à Vida (que foram classificadas de "associações criminosas" por alguns jornalistas e apoiantes do SIM). O facto é que a elite política e os interesses ocultos que a apoiam lucram muito mais com o aborto do que com o apoio à população.
A lista destas instituições pode ser consultada em:
http://www.juntospelavida.org/institui.html

Artigos sobre a Vida intra-uterina:
1- http://groups.yahoo.com/group/InfoNature-Portugues/message/694
2- http://groups.yahoo.com/group/InfoNature-Portugues/message/689
3- http://groups.yahoo.com/group/InfoNature-Portugues/message/679

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