12 setembro, 2006

As perguntas, cinco anos depois

Cinco anos depois do 11 de Setembro de 2001, multiplicam-se as perguntas, feitas em português, sobre o que realmente se passou nesse dia. A emissão de Loose Change na televisão nacional levou centenas (ou milhares?) de portugueses para a internet em busca de respostas. E muitos, no meio dessas pesquisas, descobriram aqui o Mote para Motim. Saúdo-os e recomendo-lhes o melhor da casa:
Realidade Virtual: Os Vídeos do Ataque ao Pentágono, um artigo sobre as principais incongruências dos atentados e os vídeos que supostamente mostram um Boeing 757 a colidir com o Pentágono (e que vão ficar para a História como a propaganda mais tosca de sempre);
A Demolição da Censura, sobre algumas das vozes que têm nestes cinco anos tentado furar a auto-censura da comunicação social.

E, felizmente, cada vez mais vozes nacionais fazem perguntas. Um bom exemplo é Filipe Homem Fonseca (argumentista), que não só revela ter tido dúvidas sobre a versão oficial desde o início, como explica o que raio significa "Loose Change", no seu blogue Salvo Erro. Aqui fica um excerto:

«Cinco anos depois, as imagens já parecem cá de casa. Como um quadro na parede, um cartaz emoldurado de um blockbuster que justifica invasões, de países e privacidade. (…) E só voltando a ouvir os comentários dos muitos repórteres no sítio me recordo da bizarria do primeiro contacto com tudo aquilo, das pontas soltas, que esperava ver atadas firmemente com os anos. Se o tempo não cura, ao menos explique. (…) Nos instantes em que o mundo mudava, aquilo que achei mais desconcertante foi a derrocada das torres gémeas. A aparente implosão, palavra dita ou pelo menos pensada por muitos de nós, com os olhos colados ao rectângulo ou fechados pela poeira de um século que começava em ruínas. Porque era o que parecia. Como saber? Era tudo novo, tudo terrível. Mais perguntas. Um avião também bateu no Pentágono? E os destroços, onde estão? O que disse a testemunha? Era também um avião comercial? Não tinha janelas? Foi um míssil? Quem fez isto? (…)

O documentário
LOOSE CHANGE - CONSPIRAÇÃO INTERNA deixou de circular exclusivamente na internet para passar a ser o mais visto de todos os que foram exibidos na 2: durante a última semana, e repetido esta noite na RTP 1 (quem não viu, pode fazê-lo aqui). Apresenta uma tese polémica: a de que foi a própria administração Bush a executar os atentados do 11 de Setembro. Estabelece relações entre operações de manutenção e segurança do edifício, autorizadas por Marvin Bush, irmão de George W. Bush, e a alegada colocação de explosivos de demolição controlada no interior do WTC. Denuncia alegadas operações financeiras relacionadas com os atentados, por exemplo, um volume anormal de venda de acções da American Airlines em vésperas do 11 de Setembro. Põe em causa o destino do United 93, e as chamadas de telemóvel que a versão oficial diz terem sido feitas pelos passageiros às suas famílias, invocando o resultado de testes que demonstram a baixa taxa de sucesso nas chamadas estabelecidas àquela altitude (ao ponto de, [só] recentemente, os voos da American Airlines terem sido equipados com um sistema que permite fazer telefonemas em condições). (…)

LOOSE CHANGE, que se traduz literalmente por "trocos", mas que é uma expressão idiomática que corresponde à nossa "pontas soltas", é um documentário polémico, acima de tudo porque nos apresenta a um horror ainda maior que o do 11 de Setembro: a ideia de que todas as (poucas) respostas que nos têm sido dadas pela versão oficial são uma mentira. Em que ficamos? De um lado, temos uma verdade mal fundamentada, e do outro uma mentira bem articulada? Ou temos uma mentira que se procura perpetuar, e uma verdade que é sucessivamente aniquilada, pois todos que a defendem são caracterizados pelos media dominantes como párias, bizarrias, e, por isso, desacreditados perante a opinião pública?»

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