18 setembro, 2006

A histeria

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Depois do Prós e Contras na RTP1 da semana passada, José Pacheco Pereira continua os seus “desabafos” sobre o documentário Loose Change, na revista Sábado e no seu blogue Abrupto, que passo a citar:

«"Ponham lá aí um cartaz a dizer que eu sou muito estúpido", é o que os que levam a sério o Loose Change, a começar pelos programadores da RTP que entraram agora num nível provocatório, estão a dizer. Quem acredita que um filme que afirma que nas Torres Gémeas houve uma explosão controlada e não se dá ao trabalho de explicar como é que foram colocados os milhares de cargas explosivas necessárias para o fazer sem ninguém dar por isso (dezenas de homens invisíveis, milhares de locais armadilhados, pelos vistos também invisíveis, centenas de horas de trabalho necessárias), e que nega que dois aviões foram “caídos” sem se dar ao trabalho de explicar onde estão os passageiros que desapareceram sem deixar rastro (estão presos em Guantanamo? Foram levados para uma base secreta e fuzilados? Estão na estação espacial?) e outras mil e uma falsificações rudimentares, devia usar um badge a dizer que é estúpido. Podia até fazer-se uma versão politicamente correcta: “eu ainda sou mais estúpido do que o Presidente Bush”. Ah! Claro que é também possível que os nefandos americanos tenham descoberto o segredo da invisibilidade, uns ecrãs de hipnose colectiva e máquinas para "beam me up" e então está tudo explicado. E depois deram tudo isto ao Bin Laden.

O que se passa com o
Loose Change mostra como o fanatismo político anti-americano leva à deterioração do pensamento. E é contagioso, tanto para as mentes simples como para as sofisticadas.»

Sr. Pacheco Pereira, quem tem de explicar como foram colocadas as cargas explosivas necessárias para demolir as torres, e onde estão os passageiros dos aviões que desapareceram sem deixar rastro, são os verdadeiros autores dos crimes do 11 de Setembro. Não são os que estão, há já cinco anos, a denunciar esses crimes. Loose Change limita-se a apresentar uma ínfima parte da informação disponível que comprova que a versão oficial dos acontecimentos não só é uma mentira, como é cientificamente impossível. E a sustentá-lo estão movimentos como o Scholars for 9/11 Truth (Académicos pela Verdade sobre o 11 de Setembro), que conta com dezenas de professores universitários, ex-ministros, ex-secretários do estado norte-americano, antigos conselheiros de presidentes norte-americanos, ex-oficiais dos serviços secretos, cientistas, investigadores e estudantes de diversas áreas. Todos eles afirmam que o principal suspeito dos atentados é o poder politico e militar norte-americano, e sustentam essas afirmações com evidências, que apesar de terem sido ocultadas durante estes anos pelos próprios políticos e pela maior parte da comunicação social, a sua autenticidade pode ser confirmada por qualquer pessoa.

Com a maior parte da população a finalmente perceber que está a ser constantemente enganada, muitos começam a ficar nervosos com a existência deste tipo de documentários e da própria Internet, como o director do jornal Expresso, Henrique Monteiro. No entanto, Pacheco Pereira tem razão quando afirma que «o fanatismo político leva à deterioração do pensamento» – ele acaba por ser um exemplo disso.

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