15 junho, 2007

1 Ano de Motes

Não por acaso, o Mote para Motim completou o primeiro ano de existência no passado 10 de Junho, Dia de Portugal, e aproxima-se dos 10.000 visitantes únicos. O nosso sincero obrigado a todos os que aqui passam!
Foto: Cerimónias do 10 de Junho em Setúbal

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26 julho, 2006

As Manifs

Passei pela manif «anti-guerra» desta tarde em Lisboa, mas não vi nada de novo. Um libanês que não soubesse puto de Português e visse esta concentração, muito dificilmente perceberia que os manifestantes estão em solidariedade com o seu povo. O primeiro pensamento que lhe viria à cabeça seria provavelmente a memória de uma república soviética antes da queda do Muro:
Quando cheguei a casa liguei a net e vi outra manif contra a violência no Médio Oriente, feita no mesmo dia, mas num país onde os activistas pela paz não lutam contra totalitarismos usando outros totalitarismos, nem as suas principais preocupações são propagandear movimentos/corporações/partidos políticos:
A manif «Portuguesa» de hoje fez-me lembrar a de há três anos atrás, que o Frederico Duarte Carvalho usou como mote para o filme do fim da democracia.

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10 julho, 2006

Desfraldei hoje a minha bandeira de Portugal

Esperei que a selecção nacional terminasse o seu excelente desempenho no Mundial para o fazer. É que para mim o amor a Portugal não pode ser confinado a competições desportivas. Bem ou mal, ganhe ou perca, faça sol ou chova granito: esta bandeira verde rubra é o símbolo moderno de um país com mais de 800 anos de existência – esse País, PORTUGAL, é também meu e faço saber que faço parte daqueles que não desistem dele, nem precisam que lhes digam para o amarem, num determinado momento, para noutro disfarçarem as inomináveis traições, as quais, aliás, nunca esqueceremos.

Portugal, esta “ideia a dormir a sesta”, da qual muitos receiem que venha a acordar, é dirigido por gentalha que odeia o simbolismo da bandeira e a letra do hino.

Paulatinamente vinha sendo veiculada a ideia de que se tratavam de símbolos desactualizados que importava rever à luz da ideologia dos vendilhões. (Tão estúpidos que são os inimigos internos de Portugal! Gostava de os ver cair nesse erro crasso.) Bastou a sugestão de um brasileiro com visão e a ideia correu como um rastilho incontrolável. O povo quase reinventou a bandeira, perdeu a vergonha em relação a este símbolo, que lhes vinha sendo inculcada, e muitos voltaram a aprender a letra do hino! O que mais uma vez prova que é no povo que reside a hipótese de salvação, e que é imperativo encontrar uma liderança. Os símbolos e os mitos fundacionais são poderosos e estão vivos no coração do povo.
A bandeira do meu país é tão grande que contém no seu centro o símbolo de todo o cosmos… apenas isso!

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