28 maio, 2009

A oposição amestrada de Sócrates

Do Portugal Profundo tirou-me as palavras do pensamento: «As revelações sobre o Dr. Dias Loureiro não se comparam, em número e relevo, com aquelas que se alegam sobre o primeiro-ministro e este ainda lá está, de pedras na mão e caiado, por fora, enquanto os socialistas» - e PSD, CDS/PP, BE e PCP - se afirmam «satisfeitos» com esta demissão.
Na prática, Sócrates continua a ser quase levado ao colo pela pseudo-oposição, que vai ignorando o longo currículo de negociatas suspeitas. É apenas por ser tudo farinha do mesmo saco? Ou receiam que o telhado de vidro de Sócrates seja tão frágil que ele possa cair facilmente, e ainda assim fazer-se de vítima, conseguindo nova maioria? Em 1987, o presidente Mário Soares derrubou o governo minoritário de Cavaco Silva e convocou eleições antecipadas, para logo a seguir o ver conquistar a sua primeira maioria absoluta.

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20 maio, 2009

Bilderberg 2009: Manuela Ferreira Leite e Manuel Pinho

Manuela Ferreira Leite, líder do PSD, e Manuel Pinho, Ministro da Economia e da Inovação, foram os portugueses que Pinto Balsemão levou ao encontro Bilderberg deste ano. Estes são os seus nomes na lista de convidados:A reunião decorreu entre 14 e 17 de Maio no luxuoso Hotel Nafsika Astir Palace em Vouliagmeni, na Grécia (imagem em baixo). A lista de alguns dos convidados pode ser vista aqui (tal como já aconteceu noutros anos, Durão Barroso também por lá passou). Este encontro de alguns dos senhores do mundo teve a habitual parafernália de polícias e serviços secretos (dezenas de jornalistas que tentaram fazer a cobertura foram detidos), para além da protecção da marinha e força aérea gregas, com um navio de guerra, helicópteros e caças F-16.

Há um ano atrás chamei aqui neste blogue a atenção para o jantar a dois de Balsemão e Ferreira Leite em Maio de 2008 (um mês antes da reunião Bilderberg de 2008), no qual ele salientou o seu apoio a Ferreira Leite, quando esta era ainda candidata a líder do PSD. Ferreira Leite afirmava que «conta com o apoio de Pinto Balsemão para depois das eleições [no PSD]». Será que vamos ter mesmo uma espécie de bloco central em 2009?

Este ano a agência Lusa divulgou o encontro Bilderberg e os dois convidados nacionais, mas poucos orgãos de comunicação social portugueses fizeram referência:
- «Ferreira Leite e Pinho juntos na reunião quase secreta dos mais influentes do mundo. Há 55 anos que os líderes mais influentes da Europa e dos Estados Unidos da América se reúnem nos encontros de Bilderberg. Membros dos Governos, especialistas em defesa, empresários dos meios de comunicação social, banqueiros, economistas, líderes políticos e membros das famílias reais juntam-se para definir linhas políticas para o mundo.» (Diário Económico);
- SIC Online e Diário Digital fizeram breves referências;
- O Público, a propósito da entrevista com Ferreira Leite no programa Diga Lá Excelência de 15 de Maio, deixou escapar que ela estava «de partida para a Grécia, onde participa na reunião do Grupo de Bilderberg», mas nunca explicou o que é o Bilderberg.
E alguém ainda tem dúvidas sobre quem manda nestes partidos? O facto de um Ministro da Economia ir a uma reunião secreta com parte da elite empresarial e política global, onde é assumido que são definidas linhas políticas, e nenhum partido da chamada "oposição" no parlamento - CDS/PP, BE, PCP, Verdes - dizer uma única palavra sobre o assunto mostra a quem todos eles realmente obedecem.
Temos de ser nós, cidadãos, a exigir explicações aos servos da alta finança!

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29 setembro, 2007

Escutas, corrupção e pedofilia

António Ribeiro Ferreira, Jornalista do Correio da Manhã, teve a coragem de indicar os verdadeiros motivos por detrás desta nova revisão do Código de Processo Penal:

«Mendes e Sócrates, ou Sócrates e Mendes são a mesma face de uma má moeda com muito medo da verdade e da Justiça

Sociais-democratas e socialistas fizeram há tempos um Pacto de Justiça que foi amplamente saudado por advogados, juristas, muitos comentadores, alguns observadores e a generalidade dos interessados em que a dita Justiça esteja devidamente controlada e muito bem maquilhada para continuar a enganar o povo e os que ainda pensam que este sítio muito perigoso e cada vez mais mal frequentado tem algum futuro. O Bloco Central assinou o dito Pacto com pompa e circunstância e começou desde logo a trabalhar furiosamente na revisão de leis e códigos, com muitos debates pelo caminho, muita poeira para os olhos e as habituais promessas de pôr a Justiça não só de acordo com a realidade como ao serviço dos pobres e deprimidos indígenas que sofrem tratos de polé sempre que a má sorte os leva a cair em qualquer tribunal.

O primeiro resultado aí está. É o novo Código de Processo Penal, aprovado no Parlamento com os votos do Bloco Central, isto é, socialistas e sociais-democratas, a abstenção do CDS e os votos contra dos restantes partidos. Como seria de esperar, este novo Código foi feito à medida não só dos interesses da classe política, com o Centrão à cabeça, como revela o imenso medo que os senhores que desgovernam este sítio há mais de trinta anos têm de tudo o que possa cheirar, por pouco que seja, a investigação criminal ou investigação jornalística. E é assim que, em pouco mais de cem páginas, o Bloco Central livra da prisão preventiva os corruptos e atira para a cadeia os jornalistas que publiquem escutas telefónicas, mesmo que já não estejam ao abrigo do famigerado segredo de justiça. É evidente que PS e PSD têm medo. Percebe-se porquê. Nos últimos anos as escutas telefónicas foram um autêntico pesadelo para a classe política. O caso Moderna revelou conversas escabrosas, o caso Casa Pia mostrou a face de muitos senhores que andam por aí a fingir ser gente séria, o ‘Apito Dourado’ mostrou que o futebol indígena é um verdadeiro caso de polícia. E, à margem do caso dos sobreiros, soube-se como os políticos se entendem para afastar gente incómoda de certos cargos, como o de procurador-geral da República, e se associam para escolher rapazes ou raparigas da família.

É evidente também que a classe política vive cada vez mais intranquila com o escrutínio da corrupção que grassa impune por este sítio. E como mais vale prevenir do que remediar, o melhor é evitar que os corruptos possam ir parar à cadeia. Mendes e Sócrates, ou Sócrates e Mendes são a mesma face de uma má moeda com muito medo da verdade e da Justiça.»

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11 setembro, 2007

«Já se fala demasiado sobre o 11 de Setembro»

Esta “queixa” aparece num pequeno artigo sobre o sexto aniversário dos atentados de 11 de Setembro, publicado no site Portugal Diário, e resume em poucas palavras a atitude da quase totalidade da comunicação social. O diário virtual diz que já se fala demasiado do 11 de Setembro, não porque as imagens de morte e terror tenham sido repetidas até à exaustão (pelos motivos que sabemos), mas porque (passo a citar): «proporcionou maior margem para a criação das conhecidas teorias da conspiração». “Teorias da conspiração” é o nome atribuído pelos media a qualquer dado ou investigação independente que coloque em causa a teoria oficial dos atentados. Presumo que em Maio, quando a pequena Madeleine McCann desapareceu no Algarve, qualquer pessoa que avançasse com uma explicação que não fosse a de rapto seria também apelidada de “teorista da conspiração”…

Mais à frente o artigo refere «casos como o do quarto avião (voo 93) e o ataque ao pentágono deixaram dúvidas nos mais atentos. O documentário Loose Change, transmitido pela RTP em 2006, é uma das muitas criações que questionaram a veracidade das situações conforme elas foram mostradas». E questiona mesmo. Loose Change foi há um ano atrás emitido por cinco vezes na RTP (na altura apelámos aqui para não o perderem), mas nem os políticos portugueses que fingem ser contra a actual política norte-americana ousaram sequer mencioná-lo. A versão nacional desse documentário chama-se 11 de Setembro: Conspiração Interna e continua a poder ser vista através do Google Video em
www.11deSetembro.net

Como os políticos e os jornalistas se calam, é a população que tem de fazer perguntas. Algo que pelo menos os alemães deverão estar agora a formular, já que no preciso momento em que publico estas palavras um outro interessante documentário sobre as incongruências do 11 de Setembro – 9/11 Mysteries – está a ser transmitido no canal germânico de televisão DMAX:

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09 julho, 2007

Paula Moura Pinheiro comenta "Loose Change"

Os cibernautas por aqui passam devem lembrar-se que o documentário sobre os atentados do 11 de Setembro Loose Change (11 de Setembro: Conspiração Interna) foi transmitido cinco vezes na RTP em Setembro de 2006 (quem não o viu pode aceder a ele em www.11deSetembro.net). A primeira emissão, a 8 de Setembro no canal 2:, foi precedida do programa Câmara Clara, da jornalista Paula Moura Pinheiro, que teve como convidados Mariano Gago, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, e Nuno Ramos de Almeida, jornalista e activista do Bloco de Esquerda.
No final desse programa Paula Moura Pinheiro apresenta o filme: «Loose Change é um documento imperdível. Terrivelmente bem construído, este documentário desenvolve a tese que o 11 de Setembro teve origem numa gigantesca conspiração interna nos Estados Unidos da América». Mariano Gago comenta entredentes: «Que horror!». Nuno Ramos de Almeida diz que «é como acreditar que somos visitados todos os dias por marcianos».
Expressões que lembram outras proferidas na mesma altura, como as de Daniel Oliveira, dirigente do Bloco de Esquerda, que chamou «paranóicos» e «fanáticos sem limites» aos que questionam a versão oficial dos atentados do 11 de Setembro; e a frase de Pacheco Pereira, ex-deputado do PSD: «quem leva a sério o Loose Change devia usar um badge [crachá] a dizer que é estúpido».

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